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20 de jun. de 2011

Confira os 10 CD's que mais venderam no Brasil..

TOP 10: Veja os 10 CDS que mais venderam no Brasil até hoje
10º. Terra Samba ao vivo e a cores (Terra Samba, 1998) – 2.450.411



A banda de samba/pagode/axé se formou em 1991, mas foi em 1997/98 que estourou. Esse disco traz a versão ao vivo para a música “Liberar Geral”, que diz (umas 30 vezes): “Nada mal/ Curtir o Terra Samba não é nada mal/ Que legal/ É só entrar no clima e liberaaaar geral”.


9º. Mamonas Assassinas (1995) – 2.468.830



Foi o álbum de estreia e o único de estúdio da banda, que morreu em um acidente de avião em março do ano seguinte (1996). Em 1998 e 2006 foram lançados discos com versões ao vivo das músicas do primeiro.

8º. Xou da Xuxa (Xuxa, 1986) – 2.689.000



Foi o terceiro álbum de estúdio da Rainha dos Baixinhos, lançado junto com o programa de mesmo nome. Ela aparece na capa com uma blusa rosa transparente, o que causou certa polêmica na época. A clássica “Parabéns da Xuxa” (aquela do “Hoje vai ter uma feeesta…”), que sempre rolava em festas infantis, está lá.

7º. Um sonhador (Leandro e Leonardo, 1998) – 2.732.735

Lançado no ano em que Leandro morreu, o disco traz algumas das músicas mais famosas da dupla.

6º. Xegundo Xou da Xuxa (Xuxa, 1987) – 2.754.000



Depois de “bolo, guaraná e muito doce pra você”, Xuxa lançou o Xegundo Xou da Xuxa. Esse disco tem a música “Festa do Estica e Puxa” e “O Circo”, famosa nas festinhas com palhaços irritantes (quem não lembra de “Vem a foca com a bola no nariz, o elefante bancando o chafariz. Vem a macacada toda de uma vez”?).

5º. Xou da Xuxa 4 (Xuxa, 1989) – 2.920.000



Está ali “Tindolelê”, um clássico da infância cheio de onomatopeias misteriosas: “Eu quero ver/ Tindolelê/ Nheco nheco/ Xique xique/ Balancê”.

4º. Só Pra Contrariar (1997) – 2.984.384



Quarto álbum de estúdio do grupo de samba/pagode de Uberlândia. Tem a música “Mineirinho”, que quase todo mundo dançava nos churrascos da vida. Com o sucesso, eles foram convidados a gravar um álbum em espanhol, que vendeu 700 mil cópias nos países latinos.

3º. Leandro e Leonardo (1990) – 3.145.814



“Pensa em mim/ Chore por mim/ Liga pra mim/ Não, não liga pra eeeeele….”. E comemore com eles. O clássico “Pensa em mim” ajudou o quarto álbum de estúdio da dupla a ocupar a terceira posição entre os mais vendidos.

2º. Xou da Xuxa 3 (Xuxa, 1988) – 3.216.000



O disco da Xuxa mais bem posicionado no ranking do top 10 dos mais vendidos. “Ilariê” e “Brincar de Índio” ajudaram o Xou da Xuxa 3 a desbancar os outros três álbuns do TOP 10. O hit “Ilariê” ficou em 1º lugar por 12 semanas nas paradas brasileiras.

1º. Músicas para louvar o Senhor (Padre Marcelo Rossi, 1998) – 3.228.468



E o disco mais vendido…. é divino. Com esse álbum, o primeiro da carreira de Marcelo Rossi, o padre do movimento Renovação Carismática Católica passou a frequentar religiosamente os programas de auditório para cantar seus sucessos e mostrar coreografias. Ele já gravou outros 8 álbuns em estúdio desde então.

UPDATE: Os números se referem às vendas dos discos na época em que foram lançados e não incluem dados de relançamentos.

27 de fev. de 2011

SAUDADES: 15 de Anos sem Mamonas Assassinas!

Em março de 1989, Sérgio Reoli, ao trabalhar na Olivetti, conhece Maurício Hinoto, irmão de Bento. Ao saber que Sérgio é baterista, Maurício decide apresentar o irmão, que toca guitarra. A partir daí, Sérgio conhece Bento e decidem criar uma banda. Na época, Samuel Reoli, irmão de Sérgio, não se interessava em música, preferindo desenhar aviões. De repente, porém, se envolveu com a música e passou a tocar o baixo elétrico com os Sérgio e Bento. Os três formaram o grupo Utopia, especializado em covers de grupos como Legião Urbana, Titãs e Rush.
Em um show, em Julho de 1990, o público pediu para tocarem uma música dos Guns N' Roses, e como não sabiam a letra, pediram a um espectador para ajudá-los. Alecsander Alves, conhecido como Dinho, voluntariou-se para cantar e provocou grandes risadas da platéia, com sua performance escrachada, garantindo o posto de vocalista da banda. Através de Dinho, entrou o último integrante, o tecladista Júlio Rasec.
O Utopia passou a apresentar-se na periferia de São Paulo, e lançou um disco que vendeu menos de 100 cópias. Aos poucos, os integrantes começaram a perceber que as palhaçadas e músicas de paródia eram mais bem recebidas pelo público do que os covers e as músicas sérias. Começaram introduzindo algumas parodias musicais, com receio da aceitação do público.
Através de um show em uma boate em Guarulhos (SP), conheceram o produtor Rick Bonadio. Decidiram, então, mudar o perfil da banda, a começar pelo nome, "Mamonas Assassinas do Espaço", criado por Samuel Reoli e reduzido para "Mamonas Assassinas".

A banda enviou uma fita demo com as músicas "Pelados em Santos", "Robocop Gay" e "Jumento Celestino" para 3 gravadoras, entre elas a Sony Music e a EMI. Rafael Ramos, amigo da banda, baterista da banda Baba Cósmica e filho do diretor artístico da EMI, João Augusto Soares, insistiu na contratação. Após assistir uma apresentação do grupo em 28 de Abril de 1995, João Augusto resolveu assinar contrato com os "Mamonas".
Após gravar um disco produzido por Rick Bonadio (apelidado pela banda de Creuzebek), os "Mamonas" saíram em imensa turnê, apresentando-se em programas como Jô Soares Onze e Meia, Domingo Legal (ambos no SBT), Domingão do Faustão, Xuxa Park (ambos na Rede Globo) e tocando cerca de 8 vezes por semana, com apresentações em 25 dos 27 estados brasileiros e ocasionais dois shows por dia. O cachê dos "Mamonas" tornou-se um dos mais caros do país, variando entre R$50 e 70 mil, e a EMI faturou cerca de R$80 milhões com a banda. Em certo período, a banda vendia 100 mil cópias a cada dois dias.
Os "Mamonas" preparavam uma carreira internacional, com partida para Portugal preparada para 3 de Março de 1996. Porém em 2 de Março, enquanto voltavam de um show em Brasília, o jatinho Learjet em que viajavam, prefixo LR-25D - PT-LSD, chocou-se contra a Serra da Cantareira, numa tentativa de arremeter vôo, matando todos que estavam no avião. O enterro, no dia 4 de Março, fora acompanhado por mais de 65 mil fãs.
A aeronave havia sido fretada com a finalidade de efetuar o transporte do grupo musical para um show no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. No dia 1º de março de 1996, transportou esse grupo de Caxias do Sul para Piracicaba, onde chegou às 15h45. No dia 2 de março de 1996, com a mesma tripulação e sete passageiros, decolou de Piracicaba, às 07h10, com destino a Guarulhos, onde pousou às 7h36.
A tripulação permaneceu nas instalações do aeroporto, onde, às 11h02, apresentou um plano de voo para Brasília, estimando a decolagem para as 15h00. Após duas mensagens de atraso, decolaram às 16h41. O pouso em Brasília ocorreu às 17h52.
A decolagem de Brasília, de regresso a Guarulhos, ocorreu às 21h58. O voo, no nível (FL) 410, transcorreu sem anormalidades. Na descida, cruzando o FL 230, a aeronave de prefixo PT-LSD chamou o Controle São Paulo, de quem passou a receber vetoração por radar para a aproximação final do procedimento Charlie 2, ILS da pista 09R do Aeroporto de Guarulhos (SBGR).
A aeronave apresentou tendência de deriva à esquerda, o que obrigou o Controle São Paulo (APP-SP) a determinar novas proas para possibilitar a interceptação do localizador (final do procedimento). A interceptação ocorreu no bloqueio do marcador externo e fora dos parâmetros de uma aproximação estabilizada. Sem estabilizar na aproximação final, a aeronave prosseguiu até atingir um ponto desviado lateralmente para a esquerda da pista, com velocidade de 205Kt a 800 pés acima do terreno, quando arremeteu.
A arremetida foi executada em contato com a torre, tendo a aeronave informado que estava em condições visuais e em curva pela esquerda, para interceptar a perna do vento. A torre orientou a aeronave para informar ingressando na perna do vento no setor sul. A aeronave informou "setor norte".
Na perna do vento, a aeronave confirmou à Torre estar em condições visuais. Após algumas chamadas da Torre, a aeronave respondeu e foi orientada a retornar ao contato com o APP-SP para coordenação do seu tráfego com outros dois tráfegos em aproximação IFR. O PT-LSD chamou o APP-SP, o qual solicitou informar suas condições no setor. O PT-LSD confirmou estar visual no setor e solicitou "perna base alongando", sendo então orientado a manter a perna do vento, aguardando a passagem de outra aeronave em aproximação por instrumento.
No prolongamento da perna do vento, no setor Norte, às 23h16, o PT-LSD chocou-se com obstáculos a 3.300 pés (1006 metros), no ponto de coordenadas 23º25'52"S 046º35'58"W. Em consequência do impacto, a aeronave foi destruída e todos os ocupantes faleceram no local.
> Saudades do tempo de criança, e quem já não dançou ao menos uma música do "Mamonas"?

 Até mais!